quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Eu sempre quis um amor de estóriasDe despertar com beijo do sono de cem anosMantido intacto e perene apesar da vidaQue se fizesse de música e dela se bastasseQue pelo seu tamanho, superasse a pequenez do homem.Hoje, com alguns anos a maisE algumas dores nos arquivos da minha vidaEu quero um amor e só!Um amor de vida real, de dia-a-diaDe lavar louça e fazer contaDe educar menino e aprender com o outroNas sílabas, passos e chegadas,E de conhecer no jeito de andar, olhar e falar,Sem, no entanto, ser preciso falar.Quero amor que me conheça os cheiros,Os jeitos, os sons e os seios.Amor que eu conheça os olhos, os choros,Os dentes e os poros.Que haja desencontros...Pois encontros só são cansativos,Sorrisos só são maçantes,Suspiros só são monótonos.Que haja explosão - de brigas, de risos e de quereres.E que, à noite, busque a paz e traga serenidadeE que nos braços encontremos a ternuraE a certeza da eternidade..."



Descobertas por Ilana Werneck

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