segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Permita-se

Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais. Eu não queri ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enrroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.”

5 comentários:

Anônimo disse...

"Amamos um ser mortal como se fosse imortal. Lope de Vega disse-o melhor: àquilo que é temporal chamamos eterno. Sim, somos mortais, somos filhos do tempo e ninguém se salva da morte. Não apenas sabemos que vamos morrer, mas que a pessoa que amamos também morrerá. Somos os joguetes do tempo e dos seus acidentes; a doença e a velhice, que desfiguram o corpo e fazem perder a alma. Mas o amor é uma das respostas que o homem inventou para olhar de frente a morte. Por intermédio do amor roubamos ao tempo que nos mata umas quantas horas que transformamos às vezes em paraíso e outras em inferno. Das duas maneiras o tempo distende-se e deixa de ser uma medida. Para lá da felicidade ou infelicidade, embora seja as duas coisas, o amor é intensidade; não nos oferece a eternidade mas a vivacidade, esse minuto no qual se entreabrem as portas do tempo e do espaço; aqui é lá, e agora é sempre. No amor tudo é dois e tudo tende a ser um."

In A Chama Dupla - Amor e Erotismo
Octavio Paz Assírio & Alvim

Leo disse...

Oi. Vi você no ensaio da VIP passada. Resolvi procurar saber quem é você e achei seu blog. O que me chamou a atenção em você foi a sua pose em uma foto. Isso mesmo...a pose me chamou a atenção e ali percebi que você é diferente.

Anônimo disse...

Feliz Natal Princesa!

Anônimo disse...

!

Anônimo disse...

Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem. "Caio Fernando de Abreu"